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partilhar e (re)criar deviam ser palavras obrigatórias em todo o lado

No princípio era a leitura

Para as primeiras partilhas deixo aqui duas leituras que me foram úteis para estabelecer um quadro de reflexão…

5 Key Guidelines for Managing Responsive eLearning Projects

imagem recuperada de: http://www.upsidelearning.com/blog/index.php/2014/05/20/5-key-guidelines-for-managing-responsive-elearning-projects/

No artigo, Julio Cabero apresenta as características essenciais e as fronteiras delimitadoras da modalidade formativa eLearning. Descriminando algumas das suas vantagens e inconvenientes e partindo do pressuposto de que a tecnologia e as competências tecnológicas mínimas são o ponto de partida deste modelo de trabalho e não variáveis críticas do mesmo, identifica nove variáveis críticas que considera garantirem o êxito das ações formativas no sistema em rede. Assim, os conteúdos, o papel do professor, o papel do aluno, a e-atividade, os aspetos organizativos, os modelos de avaliação, as ferramentas de comunicação, as estratégias didáticas e a comunidade virtual são considerados fatores fulcrais que devem passar por uma revisão profunda de modo a distanciarem-se de práticas educativas tradicionais que não encontram enquadramento num sistema eLearning eficaz. Ao debruçar-se sobre cada uma das variáveis identifica a transversalidade do papel do professor e das instituições e da absoluta necessidade de investigação na área.

Trata-se de um artigo claro, direto e bem estruturado que, na abordagem abrangente e simples dá um panorama genérico das questões complexas que a estruturação de um projeto eLearning exige. Um excelente artigo-base para definir os contornos de reflexão a ter em conta na construção de processos pedagógicos eLearning eficazes.

 

Considerando que as diferenças entre o ensino online e o tradicional colocam desafios diferentes aos professores, os autores analisam criticamente literatura sobre os papéis e as competências que lhe são exigidas neste contexto. A transformação constante obriga a perspetivar este professor como um aluno em permanência que necessita emancipar e ampliar competências a todo o momento, num processo contínuo de “aprendizagem transformativa”. Depois de identificados os principais papéis e competências do professor online assinalados em diferentes investigações, são apontadas algumas limitações aos estudos existentes por serem diretivos e impositivos e não estimularem a reflexão crítica sobre a experiência, a atuação sobre a realidade e a integração da tecnologia. Os autores consideram que é fundamental a preparação para o dinamismo e multifuncionalidade, para análise crítica, criatividade e cooperação de modo a que os professores tenham uma atitude inovadora e interventiva nos diversos papéis e competências que lhe são exigidas em eLearning.

Por entre a pertinência da reflexão feita pelos autores obtém-se um quadro genérico das principais perspetivas sobre os papéis e as competências dos professores online. Simultaneamente, os autores introduzem uma dinâmica de empreendedorismo pessoal/colaborativo patente no conceito de professor-aluno e na ideia de construção transformativa, evidências que não podem ausentar-se da prática pedagógica em eLearning e, por isso, não podem também distinguir-se da investigação e da formação na área.

 

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4 comments on “No princípio era a leitura

  1. aparecidadias
    30 de Março de 2015

    Olá, Ana. Estou ansiosa por ler todo o artigo 2. O artigo de Cabero já era de meu conhecimento , mas vou reler.
    É sempre bom fazer boas leituras e a visão de elearning apontada pelos autores nos chama a atenção para as nossas práticas como professores, principalmente a ideia de construção transformativa.
    Gosto do ponto de vista do empreendedorismo. Acredito que o professor deve ser um empreendedor além de ser um constante investigador.

    Muito bom o trabalho!
    Abraços.

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  2. Helder UAb
    31 de Março de 2015

    Olá Ana,

    Como não poderia deixar de ser, apresentas duas peças de base para a compreensão da pedagogia do elearning e o papel do professor online.
    Obrigado pela partilha!!!!
    O primeiro, à semelhança da colega Aparecida, já conhecia, mas efetivamente o segundo despertou a minha curiosidade, nomeadamente ao referires o quadro genérico das principais perspetivas sobre os papéis e as competências dos professores online. Será bastante útil nesta fase 🙂

    Até já!

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  3. renatyduarte
    31 de Março de 2015

    Olá Ana,
    também fiquei curiosa para realizar a leitura do artigo. Gosto quando o autor aborda a transversalidade do papel do professor. Acredito que realmente esse papel é fundamental.
    Abraços,
    Renata

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  4. Bruna Mazzer Nogueira
    31 de Março de 2015

    Ana, gostei da apresentação dos artigos escolhidos e também das suas reflexões. Salvei para mim sua bibliografia anotada, uma vez que eu ainda não tinha tido contato com esses textos! Abraços, Bruna Mazzer Nogueira

    Liked by 1 person

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This entry was posted on 30 de Março de 2015 by in Sem categoria and tagged , , .

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